CONTRADIÇÃO SOCIAL


No inicio desta semana pela manhã assisti um programa desses de revista eletrônica, de uma grande rede de televisão.


E eles estavam abordando o tema: A sexualidade na adolescência, com um famoso doutor especialista na área.


Neste programa a apresentadora vinha com um discurso em defesa da adolescência, dos valores da familia, limites que devem ser postos, abordou a questão da influência da mídia etc.


E, abordavam um episódio que tinha ocorrido em uma escola em que três alunos estavam tendo relação sexual no banheiro da instituição,


Mas, nesta mesma emissora de TV possui um seriado em que uma personagem tem dois namorados e consequentemente mora com os dois na mesma casa, dormem na mesma cama e infere-se que devem os três praticarem sexo, pois sabemos que a forma de namoro deste século não é só beijinho e abraço.


Assim, podemos ver a grande contradição social que nós vivemos. Ao mesmo tempo que não queremos que os nossos adolescentes "transem" no banheiro da escola, tendo limites, valores e responsabilidade. Mostramos para eles através de personagens na TV ( os quais tem caracteristicas que eles se identificam, pois se vestem como adolescentes com roupas fashions). Mostrando que é normal ou aceitável ter dois namorados, deixo a questão: Como podemos entender essa sociedade?

MINHA RUA

A rua já foi florida.
Havia pássaros.
Crianças a brincar de corrida.
A rua um dia já teve paz.
As pessoas não tinham na rua
Atitudes de animais.
Na rua qualquer velho que estivesse
Na esquina era meu avó.
Na rua qualquer homem voltando
Do trabalho no fim de tarde era
Meu tio.
Lembro da minha rua infantil.
Com carinho.
Hoje a rua é um lugar redil.
Cavalos desenfreados.
Bêbados com idade madura,
Poderiam ser meu avô a urinar na rua.
O que a rua se tornou?
As calçadas ocupadas com bares.
Mulheres que antes seriam recatas
Que cuidariam de sua vida, trocando- se
Por nada.
Hoje, ando com mil olhos na rua.
Não sei o que pode reservar-me o
Caminho mais adiante.
Na rua não se pode sorrir, nem andar
Como dantes.
Hoje só restou à rua,
A violência.
A bebedice,
A velocidade, e coisas banais.
A rua hoje não é nada.
E não há mais nada da minha rua
Infantil.

ENUNCIAÇÃO


Ando pela cidade que brilha
Com suas estrelas-lâmpada.
Ando pela cidade barulhenta
Leio a cidade
Interpreto a cidade
Vejo vários personagens
Personagem mendigo
Personagem luxo
Personagem lixo
Tantas vidas.
Da mesma forma que eu.
Vida egoísta.
Que tenta buscar de forma autônoma
Só o melhor para si.
Tenho inveja das iniciativas dos sub-lideres.
Que atuam em sua comunidade.
Enquanto isso na cidade...
Bala perdida, violência que sorri,
O susto na esquina.

PIADA DRAMÁTICA



Algumas vidas parecem piadas.

Algumas vidas parecem novelas.

Algumas vidas dão risadas, com fome na panela.

Algo parece anormal.

Algo parece mais, ou menos tridimensional.

Tudo é muito louco,

Sem sustento.

Tudo é muito cético
Sem alimento.

Muitos levam a vida de forma inconseqüente.

Mas, tenho algo a dizer.

Sustente-se

Responsabilize-se

Medite.

Agüente.

Tem pressões que são para serem suportadas,

no entanto, o nosso amigo tempo,

bendito tempo, depois dele vem o alívio.